sábado, 6 de fevereiro de 2010

Horóscopo (de 06 a 12 de Fevereiro de 2010)


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Livro: Platão e um Ornitorrinco entram num bar

Olá Peregrinos...

Li este livro em dois dias... é fantástico!!! Os autores, por meio de piadas e do senso de humor, conseguem explicar conceitos complicados de Filosofia, de uma forma simples e agradável... ótimas risadas + conhecimento, uma ótima combinação...


Platão e um Ornitorrinco entram num bar... - A Filosofia explicada com senso de humor
Autores: Daniel Klein & Thomas Cathcart
Editora Objetiva

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pensamento do dia...

Enquanto eles buscam fama... deixe que os holofotes brilhem sobre eles...
Assim teremos mais privacidade para conjurar nossos espíritos...

A Arte da Bruxaria sempre viveu "as margens"... assim é, foi e será...
Este é parte do Desígnio...

Reconhecimento?
Somente aquele dos Espíritos, Daemons, Mortos e dos Abençoados e Sábios do Witchblood...
...é natural... não buscado, e sempre alcançado...

O Sangue dos Anjos, Caídos e Elevados...
É uma Chama Negra...
Que Brilha no Interstício...

E, como sempre, a Magia se Auto-Protege...

Draku-Qayin
FFFF
In Nomine Diabolus

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

As Sete Sombras da Solidão

As Sete Sombras da Solidão

Uma breve dissertação relativa aos Graus Sutis da Estrada Solitária,

publicada de acordo com a Gnose da Arte Sabbática,

Por Andrew D. Chumbley


A Solidão é uma Musa para Aqueles que a amam. É uma andarilha mascarada que encontra o Mago como os mais antigo dos amigos, como o mais valoroso dos inimigos, como o mais constante e ainda ilusivo amante, como o mais sábio e o mais astucioso professor, como o consolo angelical ou como o tormento infernal, como uma piedosa mensagem de paz finalmente respondida, como um campo de batalha do qual não há fuga. Sua máscara é tudo que fazemos dela, pois a Solidão elege seus amigos por uma adivinhação de espelhos: determina a natureza de suas relações mortais de acordo com a reflexão de seu próprio Mistério em cada uma e em todas as almas. Aquele que ousa render-se aos abismos do Isolamento, espaçosos como o céu, deve encontrar seu "Eu" em sua própria perda, pois as vastas profundidades da alma devem ser rendidas até eles. Ainda assim, aquele que teme os caminhos secretos meramente quietos e escuros da desacompanhada alma errante, não se faz o evocador de seus próprios demônios? Se também formos atormentados pelos fantasmas feitos por nós mesmos, como podemos buscar o bom conselho dos espíritos e deuses que partilham, em igual medida a nós mesmos, na total Unidade da Existência?


Como uma criança, olhando pela primeira vez em um espelho, perplexos com gêmeo que nos imita, que dança e gesticula - e ‘vive’ - no outro lado, freqüentemente interpretamos mal os reflexos de nossa própria condição espiritual com uma compreensão verdadeira de um mundo externo ao nosso redor, deixando de compreender as lições que a mascarada Solidão traz diante de nós. Com que freqüência fazemos máscaras e fantasias para nossos deuses em nossas próprias semelhanças; com que freqüência pintamos as hostes do céu com nosso próprio jogo de sombras, juntando estrela sobre estrela, crenças sobre crenças, em configurações nascidas completamente de nossas próprias afinidades? Realmente, existem véus sobre véus que revelam-se para nosso próprio arcano, mas que - se falsamente tomados como uma compreensão final da ‘verdade’, ocultam o que aspiramos buscar. Sabiamente devemos fazer nosso caminho através do labirinto dos altares espelhados.

Transgredindo todos os limites bem mantidos da história e cultura, o Caminho do Feiticeiro, a tão chamada ‘Fé de Caim’, é aquela que dá atenção aos espíritos sob os calcanhares do Andarilho; é o Caminho do Conhecimento que compreende o zodíaco vivo do Desejo, o ‘como’ Acreditar, e as ferramentas pelas quais tal Conhecimento pode ser intencionalmente aplicado: O Sigilo e o Bastão, a Vontade e a Palavra do Poder Mágico. Para aqueles desta Fé, os assim chamados Wytcha e Curren, é o Círculo da Arte Mágica que forma o Espelho Perfeito no qual os Mistérios da Solidão podem ser buscados.


Extraindo de uma diversidade de experiências pessoais - como um aprendiz perpétuo, um peregrino constante, e como Magister Dirigente de um Covine, Loja e Linhagem - o Círculo da Arte rendeu sua própria essência da Solidão de acordo com os muitos graus sutis de compreensão. Embora freqüentemente pratique em assembléia e convocação, se um homem for definido pela sua maior predileção e as mais freqüentes formas de observância ritual, então sou na realidade um magista solitário, no costume longamente honrado da Arte Sábia inglesa. Se posso dizer isto de mim mesmo, então é realmente a verdade de todos aos quais conheci e que estimei como Verdadeiros Irmãos da Fé. É de tais experiências que meus poucos anos armazenaram Sete Sombras de Solidão que vieram ao meu conhecimento, e são estas graduações da Estrada Solitária que foram publicadas abaixo. Cada uma das ‘sombras’ representa uma predileção particular de prática - uma disposição da Vontade e uma orientação da Alma sobre a peregrinação mística, em direção ao ápice da realização. É certo que cada um dos sete graus possui sua própria sabedoria, mas isto somente é verdadeiro para cada um em seu próprio nível específico de operação e compreensão. De outra perspectiva, cada modo se torna tolice, limitado por uma visão dualística que obscurece a Gnose da Solidão em seu Próprio-ser.

I) A Primeira Solidão é o Eremitério de Convocação. É a solidão do praticante que se empenha intimamente sem outros, com exceção de seus próprios irmãos, seus parentes de sangue mágico. É a solidão daquele que aprecia os prazeres e inspirações de sua própria companhia, e ainda assim fica contente em compartilhar na comunhão do discurso e prática com Companheiros Seguidores do Caminho, tanto em uma confraria inominável ou em convocação formal. Entretanto tal homem ou mulher pode tomar parte em atividades e interações mundanas na extensão em que as circunstâncias ditem, de tal forma que tudo se mantenha em seu lugar apropriado, sem contato ou intrusão à esfera da prática ou discurso mágico.

O Eremita da Convocação reside sob o patronato dos denominados ‘Deuses Fiéis’, a Assembléia dos Dezesseis Pais-Bruxos e Mães-Bruxas. Para tal praticante os dons da comunhão espiritual, associação de propósito, diversidade de perspectiva, suporte mútuo em trabalhos difíceis, conselho e direção sábias são dadas.


II) A Segunda Solidão é o Eremitério do Matrimônio Sagrado. Esta é a solidão do praticante que se empenha magicamente não outro além de seu próprio e único companheiro mágico ou escolhido consorte ritual. Esta é a solidão do Mago que entra no harém do Único Outro, o adytum das devoções da Musa. Quando a inspiração daquela solidão perfeita não é outra senão a presença manifesta daquele amado, a porta para este eremitério estará verdadeiramente aberta.

O Eremitério do Matrimônio Sagrado reside sob o patronato de Liliya e Mahazhael, a Rainha-Bruxa e o Rei dos Deuses Fiéis. As bênçãos desta estação espiritual são os elixires do banquete de Amor, a Eucaristia da carne e sangue, o manancial de Amor como inspiração, o espelho de visões de onde sonhos tomam a carne, o segredo da união, e muitos mais, excedendo grandes virtudes do coração.


III) A Terceira Solidão é o Eremitério do Peregrino. Esta é a solidão daquele que abandona toda companhia física externa, evitando a associação com todos os outros, homens e mulheres, amigos e inimigos igualmente. Esta é a solidão daquele que se atrai para dentro do círculo de sua própria fraternidade - a arena de suas próprias faculdades mentais e sensoriais, e que se empenha com ninguém, exceto os espíritos, genii e deidades do Caminho.

O Eremitério do Peregrino reside sob o patronato de Abel ou Habil, Ele que é perpetuamente superado nas Ordálias da Iniciação. Pode também ser visto residindo sob os auspícios do Pai-Bruxo chamado Qinaya Habil-Zhiva, Ele que é conhecido como ‘Aquele que Ressuscita Abel’, que vigia todas as ações que sucedem na transmutação da Vontade através do Auto-Sacrifício. Os dons conferidos nesta estação da alma são numerosos e é dentro deste Eremitério que qualquer aspirante verdadeiro deve se assegurar em contemplação introspectiva, se verdadeiramente compreende as orientações e disposições de sua própria natureza. Pela aceitação de longas horas na companhia desta solidão pode-se encontrar a fonte do poder mágico dentro de si mesmo. Pela ativa habitação temporária, lá, bem no fluxo e refluxo da atual corrente interna, a voz dos oráculos pode ser ouvida das profundezas, as visões da noite devem se erguer na claridade, e aos Mais Abençoados, os Deuses Fiéis devem se aproximar, desmascarados e no patronato à Vontade.


IV) A Quarta Solidão é o Eremitério do Magister. Esta é a solidão daquele que realisa a Auto-visão como sua própria autonomia, que atingiu o Conhecimento do Caminho de acordo com ambas: a Tradição e a Revelação, que podem participar em práticas rituais com ou sem os outros, sem compromisso ou deficiência para a realização do Intento. Este é o Eremitério daquele que reside o denominado “Local do Poder”. Esta é a Estação da Alma que preside em magistral tranqüilidade sobre a Convocação do Visível e Invisível, tanto Interiormente quanto Exteriormente.

O Eremitério do Magister reside sob o patronato de Caim, o chamado ‘Primogênito de Sangue-Bruxo’, o primeiro mago, e o Mestre de todo nascido verdadeiramente para o Caminho Tortuoso da Feitiçaria e Domínio Bruxo. A realização desta estação é sua própria recompensa, pois sua compreensão rende-se em seu próprio mérito: Maestria.


V) A Quinta Solidão é o Eremitério do Transgressor. Esta é a solidão daquele que intencionalmente pisa do lado de fora do mundo do homem mortal, como um ato de poder mágico, cuja trajetória transgride os “limites da cidade” e cruza sobre os muitos limites da convenção, ousando seguir adiante em tais domínios e regiões que permanecem fora do mapa ou proibidas. Este é o Caminho Daquele que perpetuamente reconhece a procura por Caim, o Homem Iniciado do Fogo-Bruxo, e que constantemente se empenha através da auto-superação no sacrifício místico de Abel, o Homem Profano de Barro.

O Eremitério do Transgressor reside sob o patronato de Qayin Azhaka: o Herético, o Iniciado que alcançou a Assunção Divina da Sabedoria Cainita, o Iluminado das Estrelas Dracônicas do Céu.

A liberdade é a virtude principal desta estação, junto com a miríade de arcanos inomináveis que o Eremita pode encontrar em seu caminho silente e secreto.


VI) A Sexta Solidão é o Eremitério Liberto do Condutor de Si Próprio. É a solidão daquele que olha para dentro da Superfície Polida da Existência e contempla a própria face da individualidade. Dentro do Eremitério da Sexta Solidão, Tudo-que-É é O-Outro-em-Si: Auto-Realização é encarnada no Espelho do Mundo. Dentro dele a Crença é feita Toda-Possível. A Gnose deste Arcano revela que o Próprio Ser do Adepto está em união com tudo o que existe. Este Eremitério interno é atingido quando o Círculo da Arte Mágica é realizado como o espelho constante e imaculado de todos os atos mágicos possíveis, no qual todos os ritual são facetas temporais do Verdadeiro Sabbat.

Todas as ações da Arte Mágica participam da natureza da condição prístina do Círculo e são, de fato, a ‘ordem principal’ ou projeção de seu estado inato e auto-iluminado como Gnose Absoluta. Todos os atos mágicos dançam como reflexões que aparecem no espelho do círculo, mas, quando o espelho é reconhecido como sendo intocado e imaculado por qualquer ação, o círculo é finalmente realizado como aquele próprio Ser luminoso e quintessencial.

O Eremitério do Contemplador de Si Próprio reside sob o patronato do Deus Dracônico chamado “Azhdeha”, a Antiga Serpente de Luz, cujas escamas são a pele do Mundo, sempre cintilantes com as estações da Vida e da Morte. O dom desta estação da alma é Conhecimento, a Visão do Desígnio do Poder.


VII) A Sétima Solidão é o Eremitério de Seth, o Oficial Arque-mestre de Um-contra-Todos. Esta é a Grande Total-Unidade: O Matrimônio Sagrado que divorcia todos os Outros. Toda circunstância externa, cada maneira e relação de operação mágica - seja congregacional, matrimonial, solitária, autônoma, transgressiva, ou panteística, é de nenhuma diferença: A Pedra de Mó do Círculo reduziu o "Tudo-que-É" para uma faísca única, a Lumina de brilho próprio. Esta semente de consciência luminosa é o fragmento ressuscitado da Smaragdina, a pedra da coroa de Lumial, a Alma Angelical do Sangue-Bruxo. É o Encanto-dos-Ossos Luciferiano, da sabedoria que se move contra correnteza do "Tudo-que-É": o Poder do Vácuo em constante transformação como a Carne do Iniciado.

O Eremitério de Seth reside sob o patronato dos Deuses Anciãos, os Deuses que existiam antes dos deuses mortais dos homens mortais. O dom de Seth é secreto.

Podemos concluir por sumarização três visões principais da Solidão: Externa, Interna, e Secreta.


A Visão Externa de Solidão é aquela que surge do isolamento físico, isto é, do isolamento do próprio ser, de todos os outros. Nesta visão se é julgado somente em termos de referência externa. Em virtude da solidão externa o praticante habita aparte da companhia de homem e mulher, e é deste modo, capaz de enfocar todo intento em tais ações como são necessárias: de quietude, introspecção, e tranqüilidade exterior.

In Nomine Abilo.


A Visão Interna da Solidão é aquela que se ergue do isolamento Iniciático, isto é, da realização da autonomia única do próprio ser, independente de fatores externos. Nesta visão se é julgado sozinho em termos de referências internas, naquele que atingiu uma solidão interna que funciona independente da presença ou ausência dos outros. Em virtude da solidão interna o praticante pode morar só, ou na presença de homem e mulher, ele pode participar em práticas de uma natureza individual ou coletiva sem preconceito ou comprometimento; tudo pode servir para dar poder à posição de seu equilíbrio espiritual. Tendo atingido para uma realização de autonomia mágica o Mago pode servir como Iniciador para todos os Aspirantes, pois todos os Outros são os espelhos de sua própria Individualidade.

In Nomine Kabilo.


A Visão Secreta da Solidão é o estado natural da existência:- a condição primordial do Eu como Vácuo -: o vaso autônomo da Fé Anciã.

In Nomine Satilo.



Sabiamente devemos fazer nosso caminho através do labirinto dos altares espelhados...

Lentamente, lentamente, em direção e além da fissura chamada “Meia-noite”.


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(Uma versão antiga deste artigo foi publicada primeiramente na The Cauldron, Nr. 98, novembro de 2002. Ele foi adaptado dos materiais contidos no "The Dragon-Book of Essex" por Andrew D. Chumbley. A edição iniciática deste livro foi publicada reservadamente em 1997. Uma edição para distribuição externa está em preparação para publicação nos próximos anos. O autor é o falecido Magister da Cultus Sabbati e Preceptor da Uttara Kaula Sampradaya.)


Tradução: Draku-Qayin


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OBS* Este ensaio foi publicado originalmente em língua portuguesa pela antiga revista O Caldeirão, fazendo parte atualmente do acervo da Revista Crux. Não deve ser reproduzido em nenhum meio sem permissão do Editor. Publicado aqui com autorização.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Horóscopo (de 23 a 29 de Janeiro de 2010)


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