A Moeda da Palavra e seu valor, como evidenciado pelas Ações que se seguem, são renovados a todo o momento, a todo dia, na grande fundição da Verdade e da Mentira. Ainda assim uma moeda e seu valor são duas criaturas separadas, cada uma delas ocupando um círculo diferente de poder. O solo sagrado onde eles se unem em casamento descansa entre os limites do Juramento verdadeiramente intencionado no Círculo da Arte. Isto poder ser encontrado em muitas tradições esotéricas populares, lojas mágicas, e nas seitas de algumas religiões. Cada tipo de juramento tem seu próprio propósito ímpar, caráter, modalidade mágica, e o grupo espiritual conectado, e ainda assim existem certas coisas que a maioria, senão todos, os juramentos mágicos têm em comum.
Realmente, dada à predominância de juramentos de Silêncio e Segredo dentre os praticantes da Arte, podemos nos perguntar o que, se alguma coisa, pode ser corretamente falada. Porém, meu presente foco deve ser primeiramente a função do Juramento no Círculo da Arte, sua cartografia mágica e monas[1], mais do que exemplos particulares e específicos. Aqui falarei, em última instância, como um praticante ao invés de um acadêmico. A aderência a juramentos de segredo dentre praticantes é freqüentemente uma barreira para a investigação acadêmica, um limite imposto pelo fiel de acordo com o Word, e geralmente repudiado pelo historiador. Não obstante, o Juramento resistiu a muitas formas de desprezo, e sem dúvida, deve resistir ao dos estudiosos também.
Juramento, Oath, do Anglo saxônio eoth ou ath, é uma promessa explícita invocando-se um deus, espírito, antepassado, lugar, ou objeto sagrado como testemunha dentro da verdade das palavras juradas, e figura entre as formas mais antigas de solenidade ritual. Uma relíquia pagã muito venerada é o Juramento de Hipócrates, uma promessa de ética médica mantida em alta estima em meio de curandeiros do primeiro século da era comum em diante. "Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas...” O juramento é concluído pela pronúncia de que aquele que permanecer verdadeiro ao juramento deve prosperar, enquanto aquele que não permanecer verdadeiro deve atingir ‘a sorte contrária’, convidando o escrutínio dos próprios deuses em suas ações. Juramentos pagãos para árvores, para o céu, e para os genii loci (espíritos locais) são encontrados no nível de prática devocional, assim como também ao se jurar pelos santos e sobre o cabelo da cabeça de Deus, atestado em diversas homilias e penitências cristãs, tais como a de Cesário de Arles. Os juramentos, como prática religiosa pagã, também eram proscritos pelas autoridades cristãs como podemos observar nas penas severas imputadas por Carlos Magno contra os saxões, que pagavam votos às árvores, clareiras, e fontes[2].
Promessas elaboradas têm sido por muito tempo instituições da Coroa, da Igreja, e das cidades, e serviram bem em vários contextos militares, especialmente para endereçar tais preocupações como a lealdade e sinceridade individual. A gravidade da natureza vinculadora de um juramento é atestada em uma antiga lei inglesa, onde pessoas conhecidas como “Oath-Helpers” [Auxiliares de Juramento] eram chamadas para assegurar o juramento de outra pessoa na posição de testemunha. O poder dos juramentos sobrevive nos tribunais modernos, é amparado por penalidades severas ao perjúrio. Entre cristãos, o Juramento Protestante do século XVII contra a doutrina papista, cumpriu uma função de dividir amigos, e foi usado dentro de um contexto ritual[3]. Outras seitas cristãs, como quacres e anabatistas, processaram tabus de tomada de juramento, baseado nos ensinamentos de Jesus no Evangelho de Mateus, capítulo V:34-36, “não jureis de forma alguma”.
Juramentos de segredo em meio a praticantes das artes mágicas são características de feitiçaria, dos registros mais antigos. Como Hans Dieter Betz observou, certas porções dos escritos do Greek Magical Papyri [Papiro Mágico Grego] são governados por uma complexidade de protocolos mágicos, incluindo a ocultação de nomes divinos e assuntos iniciáticos dos cultos de mistérios. [4] Entre as várias advertências de segredo que acompanham este corpo mágico, figuravam as preocupações de que feitiços poderiam cair em mãos de pessoas que não eram dignas. Betz observa o seguinte juramento no Papiro, IV-850-929:
Eu lhe juro pelos santos deuses e deuses celestiais a não compartilhar o procedimento de Salomão a ninguém, e certamente não usá-lo para algo questionável, a menos que seja por força da necessidade, senão a ira recairá sobre mim.
Em outras seções do papiro, a advertência segue simplesmente assim: “Mantenha isto secreto!” A associação antiga entre magia e juramento permanece no shaba hebreu, carregando um significado dual de ‘juramento’ e ‘sete’. Em algumas tradições, um juramento realizado por sete vezes é feito completamente amarrado, e usos idiomáticos se referem a ‘se fazer em sete’, no contexto de ser amarrado por juramento. Conceitos semelhantes podem ser encontrados na magia popular da Inglaterra e Estados Unidos, relacionados ao número três, e aqueles são ‘por três vezes jurados '.
As matérias de segredo dominam o III° Juramento do Maçom, que proíbe aquele que juro a iniciar ou elevar “a mulher, o louco, o tolo, o jovem homem, o ateu, ou um velho em seu grupo”. Os Juramentos Maçônicos de IIIº grau encontraram seu caminho dentro do juramento dos Cavaleiros, para “manter sagrado, ocultar e nunca revelar os segredos dos cavaleiros que estou prestes a receber...eu juro solenemente que eu nunca escreverei sobre isto, ou distribuir a isto, nem esculpir em madeira ou pedra, nem sobre qualquer coisa móvel ou imóvel sob o pálio do céu...” Certas características dos ritos da Sociedade da Palavra do Cavaleiro encontraram seu caminho para a Arte de Essex[5]. Outras lojas mágicas que contém juramentos severos incluem a Ordem dos Templários Ocidentais, que inclui conseqüências severas e às vezes horríveis para aqueles que não encontram suas palavras com ações iguais. O Mestre Therion, que considerava o Juramento Mágico como a fundação do Trabalho e um ato supremo de Vontade, observou que o Juramento “vincula o Mago para sempre”[6].
Juramentos mágicos de tipos variados, mesmo de substância misteriosa e raramente discutida, também existiam dentro dos limites da Bruxaria Tradicional. Robert Cochrane, o antigo Magister do Clan of Tubal-Cain, sabia da ‘Lei’, e Evan John Jones, da ‘Palavra’[7]. De experiência própria, estou ciente da presença de juramentos em algumas formas da Arte de Essex, Buckinghamshire, Herefordshire e Gloustershire; Juramentos mágicos compactos também são prevalecentes em diversas formas da Arte no oeste do país. Tais juramentos podem ser prestados na presença de árvores ou pedras consideradas como deuses dos locais, e podem receber oferendas votivas. Juramentos tomados em meio a círculos de fadas, de pedra ou em cavernas vinculam aquele que jura na presença do Bom Povo, da mesma maneira que o voto feito nos cemitérios, que é assombrado pelos ancestrais, a presença dos falecidos servem como ‘mãos mágicas' para testemunhar o voto. Em outros casos, Juramentos dentro Círculo da Arte podem ser afirmações de pactos espirituais fora dos limites corporais entre grupos ou indivíduos.
Também são veneradas as tradições de juramento sobre objetos que carregam poderes espirituais, como os ossos de antepassados. Deste modo, a Palavra é prometida no seio escuro dos Mortos Poderosos, que pode liberar bênção ou maldição conforme a promessa e méritos aos olhos dos espíritos ancestrais. Esta é uma característica constante da magia popular, seja cristã, Pagã, ou de genealogia religiosa misturada, e serve como uma lembrança ao Investigador que suas promessas estão vinculadas ao sepulcro, e até mesmo além. Pedras de juramento escocesas, como o Baul Muluy, um amuleto de pedra usado em Arran para a tomada de juramento, ilustra bem o poder que as relíquias comandam. As Pedras Negras de Iona possuíam este nome por conta do infortúnio miserável que recaía sobre aqueles que quebravam seus juramentos feitos sobre elas[8]. Dentro das formas modernas de Bruxaria Tradicional e tradição popular, juramentos mágicos são tomados em encruzilhadas, Bíblias, pedras eretas, e certos tipos de sepulcros. Além de seus ímpares poderes ocultos como fetiches, objetos e locais onde são tomados os juramentos, forja-se a marca de fogo deste momento encantado, tornando-se uma ponte viva entre matéria e espírito. Impresso no tempo mágico, estes juramentos ocorrem como sinais ou presságios, lembrando a promessa ou dando forças para mantê-la. Para aqueles que estão quebrando o juramento, tais presságios assumem um manto diabólico, servindo como os intercessores de ruína. Em ambos os casos, para bem ou para mal, a associação entre juramento-objeto e daquele que jura é perpétuo.
Juramentos mágicos dentro da Arte podem também tomar a forma limitada de voto, sejam eles de solidão, silêncio, castidade, ou pobreza; sua característica distintiva é de que eles são tomados por uma duração limitada como prática devocional, ao invés de serem até a hora da morte. Em alguns círculos, votos e juramentos não são discutidos como tal, mas existam em idênticas solenidades como ‘Leis’, governando o decoro adequado dentro e fora do Círculo. Tais diretivas espirituais são considerados como dadas pelos deuses e espíritos do clã, e que se transgride por seu próprio risco.
Na era medieval e no começo da era moderna, os perseguidores das bruxas davam muita importância aos pactos diabólicos, e alguns estudiosos modernos têm sido rápidos em minimizar a importância deste fato histórico. Contudo, juramentos aos espíritos, para bem ou mal, eram bem conhecidas na literatura ocultista clássica, tal como O livro da Magia Sagrada de Abramelin, o Mago, que buscava o poder feiticeiro através da devoção asceta à Yahwe. Enquanto condena várias ‘bruxas’ encontradas em suas andanças para fazer o pacto diabólico, o autor também apresenta formulas para animar cadáveres, trazer a guerra, e comandar os vários príncipes de Inferno. Esta inconsistência aparente é mitigada na base de um ethos feiticeiro encontrado em muitas formas de bruxaria: comandar o Diabo não é o mesmo que fazer um pacto com ele, uma noção implícita na feitiçaria do Sapo.
Todos os juramentos são fundamentalmente vínculos, a modalidade da quintessência do feiticeiro, e assim da bruxa. O antigo feiticeiro oriental conhecido como hbr hbr, variavelmente traduzido como “amarrador” ou “amarrador de feitiços”, é considerado como sendo da raiz etimológica semita que significa ‘amarra’, e em referências antigas aparece associada com juramentos mágicos[9]. Mesmo que a vinculação de indivíduos seja razoável para se assumir, existe aqui um significado dual para hbr também possivelmente relacionado aos feitiços de vinculação pela amarração de nós, uma prática que o oriente próximo e as formas de feitiçaria e Bruxaria Tradicional compartilham.
Em sua forma iluminada, o poder de vincular é uma expressão do coniunctio alquímico-geomântico, a fusão mística de princípios separados para a geração de uma terceira forma potencializada. As nuances mágico-sexuais de tal vínculo não devem ser esquecidas, pois a Palavra vincula a promessa não só à honra e destino, mas também ao corpo do Amado. Porém, apesar de qualquer rúbrica transcendental imposta por um ou outro, estudioso ou praticante, o vínculo do juramento permanece essencialmente como feitiço, um ato nupcial entre praticante e aquilo que abraça, seja espírito ou carne. Este axioma é melhor lembrado por aqueles que juram dentro do Círculo da Arte. Mesmo que seja o coração que produz o fogo cardeal para unir-se à Arte, é o espírito que permanece encantando, pelo anel dourado do Amado, ou o algemas de ferro da escravidão. Esta é a Bênção e a Maldição da Palavra!
Como com todos os atos de vinculação de carne para carne, o espírito não deve ser vinculado indiscriminadamente, mas como um ato de solenidade, paixão, poder e honra. Onde devoção é encontrada por encantamento, a audiência de sombras é reunida. Deixe aquele que fala lembrar que existem certas palavras às quais os ouvidos de Destino são especialmente sintonizados - palavras como ‘sempre', ‘nunca', e ‘eu juro'. Deste modo, se o juramento é tomado, devem-se saber bem os significados de cada uma das palavras ditas no juramento, suas sutilezas, e suas implicações perpétuas. Pela ação da Palavra, um limite é definida, separando o sagrado de dentro e o mundano de fora. Deste modo, um círculo inviolável é feito, de cuja integridade reflete a honra daquele que toma o juramento – e assim, o propósito daquele que jura. Os parâmetros do juramento não relaxados fora do círculo de trabalho, pois o vínculo da promessa tem aquele que jura encantado como um Círculo de Um.
Meu contato com várias tradições de magia popular sugere que existem encantamentos ou feitiços específicos para endereçar ritualisticamente o problema daqueles que quebram suas palavras. Isto não serve somente para quebrar a associação com o ofensor, mas em alguns casos, retornar a maldição da transgressão, ou então privá-los de seus poderes. Isto sublinha a seriedade do Juramento dentro da Arte e dá credibilidade à noção de que um juramento dentro de um contexto de Loja pode originar ambientes onde a perseguição legal de praticantes mágicos era, e ainda é prevalecente. Isto não deve ser confundido como uma defesa dos tempos míticos ou monolíticos ‘da era das fogueiras', mas para reconhecer que formas de conseqüências legais diferentes da execução, incluindo penitência, multas, encarceramento, humilhação pública, e confiscação de propriedade, que podem ser prejudiciais à liberdade e sustento, para não falar sobre a marginalização social que se pode sofrer ao ser marcado como um malificus.
Se um juramento é facilmente quebrado, é freqüentemente o caso de que a força e poder do vínculo possuíam insuficiente integridade para se começar. Porém, como todas as formas de compromisso mundano, sua honra, tanto entre os deuses quanto os homens, este é o assunto em jogo. No caso da quebra de juramento mágico, a erosão da honra em frente aos espíritos pode resultar em uma maldição auto-invocada ou o abandono dos aliados espirituais do praticante. Isto era bem entendido na antiga Mesopotâmia, pois o espírito do juramento era mamitu, às vezes considerado como um demônio e em outras, uma deusa, tendo o poder não somente de punir aqueles que quebram os juramentos como também de amaldiçoá-los[10]. Dentro das vertentes existentes da Bruxaria Tradicional, as conseqüências da quebra de juramento diferem pouco desta doutrina religiosa antiga, e ecoa as advertências freqüentes do paganismo europeu já que elas vieram a nós através das sagas e lendas populares[11].
Na ponta da faca do Juramento não se jura intento, nem aspiração para se sentir completo, nem em partes do Juramento que parecem mais convenientes. É a ‘vida, morte, sangue e respiração' daquele que jura que está completamente comprometido com Destino – na totalidade, em nada. Deste modo, é sábio abraçar a origem pagã do Santo Sacramento, pois o significado de sacramentum é ‘juramento’. Seu uso original se refere a uma promessa feita, sob lei romana, como parte do processo jurídico. O sacramentum era deste modo, vinculando frente aos deuses, e aqueles que tinham seu juramento tomado colocavam suas vidas e posses em suas mãos[12]. Pode ser corretamente dito pelas suas naturezas que os atos de quebra de juramento e de se jurar falsamente repudiam a crença no poder dos deuses e espíritos.
Desta forma, pode ser perguntado: o que dizer do juramento verdadeiro intencionado e mantido como o anel dourado? Do que aprendi da prática e observação, existe grande diversidade nas formas que juramentos mágicos tomam, mas grande uniformidade em sua função. Quando Juramentos mágicos são tomados com solenidade e respeito, eles assumem a importância, poder, e a força unificadora dos votos de casamento. Como tal, eles são celebrações íntimas do jurado e o Amado, merecedores de serem mantidos e renovados por meio da Arte. Merecedor, realmente, de contemplação mística e louvor aos reservatórios de poder que eles são. Não importa que caminho espiritual se anda, deixe a seriedade do Juramento ser encontrada com a paixão do entusiasmo, pois na verdade esta é um dos poucos desafios dados pelos deuses para que o Investigador tenha sua mão na co-criação. O momento do juramento funciona como um marco no caminho, e também assegura o caminho para os Investigadores que vierem depois. Pois na realidade, como uma promessa de casamento, é aos seus espíritos, mesmo que eles não assumam carne, que nós também juramos.
[1] NT - Monas: plural de mônada, neste caso, de acordo com a teoria metafísica de Leibnitz – uma entidade não ampliada, indivisível, e indestrutível, que é o constituinte básico ou último do universo e um microcosmo deste. De acordo com a filosofia de Giordano Bruno, uma unidade metafísica básica e irreduzível que é espacial e fisicamente individuada. Do grego, significando ‘unidade’.
[2]Capitulatio de partibus Saxoniae.
[3]Gaskill, Malcolm. Witchfinders: A Seventeenth-Century English Tragedy, Harvard University Press, 2005; pp 34-35.
[4]Betz, Hans Dieter, “Secrecy in the Greek Magical Papyri”, de Secrecy and Concealment, ed. Hans G. Kippenberg and Guy G. Stroumsa, EJ Brill, 1995.
[5]Ankarloo and Clark, Witchcraft and Magic in Europe: The Twentieth Century, pp. 7-8. Geralmente, o mesmo pode ser dito sobre diversos ritos do Toadmen [homem-sapo]. Para uma exposição ritual relativos aos mistérios nesta área, veja o livro de Andrew Chumbley - One: The Grimoire of the Golden Toad.
[6]Crowley, Aliester. Magick in Theory and Practice, Castle Books, 1991; pp 123-128.
[7]O autor gostaria de agradecer a Shani Oates, Dama do Clan Tubal Cain, por seus insights dentro do tema, e também pelas referências aos juramentos pertencentes aos rituais reais antigos da Babilônia.
[8]MacInlay, James. Folklore of Scottish Lochs and Springs, William Hodge & Co., 1893; pp 243-44.
[9]Jeffers, Ann. Magic and Divination in Ancient Palestine and Syria, E.J. Brill, 1996; pp 31-33. Jeffers observa que diferentes acadêmicos consideram a etimologia derivada da palavra acadiana habaru, que significa ‘som’ ou ‘barulho’, possivelmente em referência a murmurar e encantar.
[10]Abusch, Tzvi. Mesopotamian Witchcraft, Brill-Styx 2002; pp. 238, 241. Um grande número de textos antigos eram bastante claros que mamitu era vínculo, e não se poderia escapara nem da carga de sua obrigação e nem sua maldição sobre o miserável.
[11]Davidson, H.R. Ellis. Myths and Symbols in Pagan Europe, Syracuse University Press, 1988; p.225.
[12]James, E.O. Sacrifice and Sacrament, Thames and Hudson, 1962; p. 14.
Por Daniel A. Schulke
Nota Biográfica: O autor é o atual Magister da Cultus Sabbati e autor de The Pleasure-Garden of Shadow (Xoanon Publishing, 2005).
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OBS* Este ensaio foi publicado originalmente em língua portuguesa pela antiga revista O Caldeirão, fazendo parte atualmente do acervo da Revista Crux. Não deve ser reproduzido em nenhum meio sem permissão do Editor. Publicado aqui com autorização.