sexta-feira, 27 de março de 2009

Inferno é Invenção da Igreja???? O.o

Olá queridos peregrinos que adentram nesta Encruzilhada...

Fico realmente chocado com certas afirmações que vejo correndo internet a fora... esses dias mesmo, conversando com minha amiga Vivian, comentei que me surpreendo como AINDA me choco com certas coisas.

Gosto de acompanhar, como observador, discussões de certos grupos que se intitulam "bruxos" ou "ocultistas", e que pregam absurdos infundados e sem o mínimo de coerencia. Sim, é uma ótima fonte de inspiração, sabem o porque? Simples... quando vejo alguma "asneira" sendo dita, com base no achismo nu e cru de seus "pregadores", fico incentivado a tomar o tema, buscar as referências históricas, sociais, etc, e então refutar tais "achismos" baseado em fatos reais e fundamentados... e como diz o ditado: Contra dos Fatos, não há Argumentos!

Bem, é comum vermos em diversas listas de discussão, fóruns, palestras e livros certas pessoas afirmarem que "O Inferno é uma Invenção Cristã para Assustar seus Seguidores".
Hoje mesmo vi uma "senhoura" muito conhecida no Brasil como "bruxa" e escritora, citar a seguinte frase numa comunidade orkutiana: "Para um cristão o inferno é algo real e palpável, uma questão de fé. Para um pagão o inferno cristão é somente uma historinha criada pela Igreja para ter controle sobre os atos das pessoas..."

OPS... doeu nas vistas... eu me pergunto, em que fatos reais e históricos ela se fundamenta para afirmar isso?

Bem, esse povo clama o termo "Pagão" correto?
Então vamos dar uma olhadinha na História e na Mitologia certo? (Não me aprofundarei muito neste tópico, pois deste tema nascerá um Ensaio mais completo que em breve os leitores poderão desfrutar)

Existem diversas culturas antigas ditas "Pagãs", e o pessoal que segue as coisas "religiosas" iguais a tal "senhoura", afirmam que suas crenças provém destas culturas, correto?

E dae dizem que o Inferno (no sentido condenatório da coisa) é uma "Invenção da Igreja", num é isso que dizem?

Bem, se dermos uma olhadinha na religiosidade Grega antiga, vemos que eles acreditam que quando uma pessoa morria, seu espírito era enviado diante da Corte de Hades, para então ser julgado pelos seus atos em vida, e se julgado como uma má pessoa, o espírito era enviado para um "Inferno Condenatório" chamado Tartarus. Lá, o espírito sofreria eternamente seu castigo... hummmmmm epa! Mitologia Grega é Invenção da Igreja? KKKKKKKKKKK

Tá bom, vamos dar uma olhadinha então no Antigo Egito (esse pessoal num adora falar de Ísis e tudo mais, vamos lá pras Terras de Khem então...)
De acordo com o Livro dos Mortos, resumindo em miudos, a alma do morto era levada diante de um Tribunal... seu coração, no qual para os Egipcios era considerado a "sede da consciência", era pesado numa Balança, equiparado com a Pluma de Maat. Caso o coração do morto tivesse o "peso do pecado contra os homens" (isso mesmo, pecado), o morto era então devorado por uma Divindade com cabeça de crocodilo chamado Amut, ou então tinha a cabeça arrancada por certas Divindades e sofreria eternamente castigos lá no outro mundo...
OPS... e mais uma vez vemos aqui numa Sociedade dita "pagã" o conceito de "Inferno Condenatório"...
Ahhhhh, vai me dizer que o Livro dos Mortos foi escrito pela Igreja... KKKKKK

Estes são apenas dois exemplos rápidos, muitas outras sociedades antigas também tinham sua versão do "Inferno", e como citei, em breve um Ensaio sobre o tema, bem mais abrangente, explicativo e referencial, fundamentado na História (e não no "achismo") será publicado, para refutar tal afirmação, no mínimo, rídicula...

É gente... estudar dói viu... é mais fácil inventar um monte de besteiras...

A mesma "senhoura" no mesmo post, cita a seguinte frase a respeito do Cristianismo: "A própria idéia de salvação é absurda. Temos que ser salvos de que?"... bem, mais uma vez sendo simples e rápido, na visão do Gnosticismo, a "Salvação" é relacionada à Gnose. Ou seja, o Ser Humano está preso nas correntes da Ignorância, e sua meta é alcançar a Gnose (do grego, Sabedoria), para então se libertar das amarras da Ignorância... esta é a "Salvação" de acordo com algumas escolas Gnósticas. Isso é muito atrelado ao Platonismo (sim, Platão exerceu uma mega influência no posterior Cristianismo Gnóstico), e quem quiser saber mais é só dar uma lidinha na famosa "Alegoria da Caverna" encontrada no sétimo volume de "A República". Temos que ser salvos de que? - bem querida, da Ignorância... (será que a carapuça serviu? KKKKKKKKKKKKKK)

Ela cita que acreditar neste tipo de castigo é algo "infantilóide" (palavra da própria "senhoura"), ok, ok, essa é a opinião dela... para mim rodear um pauzinho com fitinhas também é algo "infantilóide", mas isso já está entrando no campo da opinião pessoal, e não é esse o intuito deste post em meu blog.

Bem Peregrinos, isso é apenas uma amostra da tão conhecida ignorância dos tão famosos "ocultistas" deste meu Brasil... em breve, o prometido Ensaio citado OK... ;-)

FFFF



quinta-feira, 26 de março de 2009

Monasterium Unguentum Umbrae


Por Azazayin
Magister Via Vera Cruz


O Sabbath das Bruxas, o vôo noturno e suas orgias diabólicas na Sombra do Tempo são idéias que têm seguido o imaginário da bruxa por vários séculos, e estes talvez seja aqui o ponto de fusão entre a bruxa e o vampiro viajante.

Desde os escritores romanos Apuleius e Ovídio estas idéias têm sido carregadas nos nomesstrix ou striga, que ainda encontramos no Strigoii romeno, sendo um tipo parecido aoVarcolac, aproximadamente traduzido como ‘pele-de-lobo’. Isto ainda se preserva nas terras latinas sob o termo stregone. Ainda há o termo romeno strigele para denotar as luzes flutuantes encontradas nas florestas e montanhas, freqüentemente ao redor das Árvores de poder em noites eleitas. Estas luzes eram conhecidas como sendo os duplos das bruxas, tanto exorcizados ou quando se reuniam no Sabbath. É também interessante mencionar que os remanescentes de mitos contam como nove fusos são colocados no sepulcro onde se acredita que o strigoi descansa, como o poder das Nornes (ou Parcas), e o tecer de seu fio de prata da viagem noturna, que se acreditava impedi-los de se erguer na noite. São chocante as relações entre vampiros, lobos e bruxas encontradas nos mitos por toda parte do continente, especialmente em regiões eslavas. O motivo indica que stregoni eram intimamente ligados à terra e ao ar. Enquanto em vida eles partiam em peles das bestas de Saturno, os lobos, subindo da cama de Saturno, feita da terra fria úmida, e da morte como repouso nas sombras da Noite. Na morte do corpo físico eles saíam como morcegos e pássaros da noite, especialmente a coruja.

Este mistério é melhor explicado ao observarmos Odinn, desde que aqui encontramos um formato muito completo para compreender a complexidade da bruxa-vampira. Einherjar, Fylgja (ou duplo/fetch),Hugr e Hamingja são os elementos que fazem do reino da anatomia esotérica dos vampiri.

Primeiramente, os Einherjer eram considerados como sob a proteção especial de Odinn; eles eram guerreiros, freqüentemente cobertos com pele de lobo, versados nas artes de Freya (seidr) e dedicavam sua atenção espiritual para Odinn como um protetor da feitiçaria. Basicamente, estes guerreiros eram aqueles que morriam em combate e diz-se que eles continuam suas batalhas em Valhall, e todo dia eles sobem para batalhar, enquanto na noite eles se sentam na távola de Odinn em Valhall para comer a carne do porco Saerimne e mjoedda cabra Heidrun, que vive na raiz de Valhall. Estes guerreiros são particularmente favorecidos por Odinn, sendo aqueles mais valentes os que morreram em batalha escolhidos pelas Valkyrias e trazidos para Odinn. Estes guerreiros são os que Odinn está preparando para a batalha dos deuses na colina de Vigrid. Alguns destes guerreiros também são levados para Folkvang, a fazenda de Freya.

Fylgja ou fetch (duplo) eram os animais familiares, guerreiros sempre foram considerados como possuidores de um fylgje que era de uma natureza agressiva ou inspiradora de temor, como lobo ou urso.

Hamingja, por outro lado, era considerado um dom particular relacionado às habilidades mágicas e em particular para fornecer fertilidade, e como tal, relacionado ao hug ou hugr,que na realidade é o poder que manifesta propriamente em Eros ou o Amor. Um exemplo foi o rei Erik Aarsael, que foi o rei dos suecos por somente um ano, de 1087 a 1088, que parecia possuir este poder em particular. Ele foi realmente o último dos reis pagãos e se tornou um símbolo de sorte graças aos seus poderes e atordoante habilidade mágica de fertilizar o que era considerado estéril. O último blot em Uppsala foi liderado por este rei, o que o coloca em uma relação particularmente forte com o inteiro cortejo dos vanir e aesir, mas em particular Odinn e Freya.

Lendas sobre skinleaping [NT: troca de pele], shapeshifting [NT: mudança de forma] e licantropia são encontradas em todas as partes no mundo, do Jaguar aliado Canaima na América do Sul, via os seres-javalis na Turquia às formas de lobo mais difundidas na Europa. Em todas as instâncias estes mitos contêm elementos contrários à ordem natural, freqüentemente em termos da organização religiosa exotérica ou como conseqüência de algum fato inevitável de natureza cósmica, tal como o sétimo filho nascido de um sétimo filho, especialmente marcado e assim, nascido maldito por assim dizer. O ministro Robert Kirk que escreveu a Nação Secreta, parecia ser o sétimo filho de um sétimo filho e é curioso que ele reportou estes procedimentos íntimos com os Sidhe das terras pantanosas e colinas ocas. As lendas do rei Lycaon, fundador do reino de Arcadia nas montanhas da Grécia carrega todos estes motivos. Lycaon foi o pai da musa Callisto e eles estavam criando o filho Nyctimus (noite) que era filho de Zeus. A lenda diz que Lycaon sacrificou Nyctimus e serviu sua à Zeus que repeliu o prato de seu próprio filho e amaldiçoou Lycaon, transformando-o em um lobo. Pausanias apresenta uma versão ligeiramente diferente do mito, aqui somos informados que Lycaon sacrificou uma criança no altar de Zeus Lycaeus (nomeado como a montanha onde o altar se encontrava) e a criança se transformou em um lobo. Existem várias explicações deste fenômenos, variando de uma ofensa deliberada ou indeliberada à Zeus e que resulta nesta maldição, como na teoria de Robert Smith, que vê Lycaeus como centro de reverência de uma tribo de lobos nas montanhas e que Zeus simplesmente usurpou seu santuário trazendo o corpo de Nyctimus e deste modo, trazendo a luz. Ainda outro comentarista sugeriu que o sacrifício humano dado à Zeus convocou a deidade para descer na forma de um lobo, e nesta forma, consumir sua oferenda.

As 'Doze noites' é a extensão do calendário cristão, de 26 de dezembro até 6 de janeiro, do período de epifania que leva ao batismo do Salvador. Mais corretamente, este período devia ser contado do solstício e então 12 dias progressivamente, onde cada dia é dedicado para cada um dos cada 12 signos do zodíaco, em homenagem aos Magis-Astrólogos. Este período marcava o fim do período de tempo que começa com Todos os Santos, Halloween o Dia de Todas as Almas, e o dia de Reis, marcando então o dia final das festividades do Desgoverno.

Os solstícios são pontos importantes para o vôo do Sabbath, como também vemos nas declarações contemporâneas de supostos cultos de bruxas do passado, mas na realidade isto tem pouco a ver com estes pseudo-mistérios, relativos aos estados angulares do giro cósmico que têm flutuado através dos grupos contemporâneos que alegam possuir qualquer percepção dentro disto. Na realidade, o solstício de Inverno e Verão são os pontos onde a segunda visão é mais clara, desde que temos aqui a noite mais longa e o mais curto dia, um excesso de Noite no Inverno e um excesso de Luz no Verão, sendo os signos cardeais Capricórnio e Câncer, e assim, Saturno e Lua, Terra e Água, a real constituição do homem no pico de sua atividade marcada pelo Sol Invictus entrando nestes dois signos. Vemos uma transição similar com Hécate, mas devemos enfocar no formato em que ela emergiu dentro do tempo de Plutarco, os Hinos órficos e homéricos, isto é, em cerca de 500 a.C. No Hino homérico para Deméter, Hécate é mencionada como o propolos e opaõn de Perséfone, sua companheira e guia. Todas as deidades com a habilidade de liderar uma katabasis (descida ao Mundo Inferior) naturalmente seriam deidades sujeitas ao domínio das artes fúnebres e necromânticas, de psychagõgia ou goetia, o que significa que Dionysius, Apollo, Orpheus e Hermes seriam deidades de importância para os goes, assim como Prosérpina, Deméter, Kore e Hécate. Como para Hécate, ao redor do Século V a.C., ela era megisté, a maior, e acompanhada por Zeus e Cybele nos distritos vizinhos da Frígia. Encontramos aqui múltiplos aspectos relacionados à Hécate; Pausanias a honrou como a ‘portadora da luz’, um epitáfio mais comumente usado para honrar Phosphorus, na cidade de Lagina ela era honrada como kleidos agõge, a processadora da chave – e acima de tudo como uma protetora das cidades e portais, daí a importância da lâmina em sua representação triforme. Na Cidade de Thasos, ela fora colocada em cada um dos três portais da cidade, e em Rhodes ela era adorada juntamente a Apollo e Hermes.

A transição de Hécate, de uma honrada portadora da luz e proteção, para a senhora dos fantasmas e uma patrona Noturna dos párias foi relacionada ao interesse crescente emmetempsychosis, ou reencarnação e conseqüentemente especulações sobre como a vida e as circunstâncias afetavam a transmigração da alma dentro de um novo vaso corpóreo. Hécate como a protetora das parteiras e Virgens tinha uma importância particular na segurança do parto, desde que havia a crença de que Virgens que morriam jovens sem dar à luz sofriam a danação ou maldição por sua inabilidade realizar sua obrigação/destino – isto é, se tornar uma mãe. A reputação de Hécate começou a se inutilizar e mudar, até que foi vista como uma protetora dos párias e os vis fantasmas da noite. Ela era encontrada na encruzilhada da noite e também passou a ser encontrada nos ossuários, e assim criou-se uma associação com skia ou sombras, que eram as almas vis dos mortos-vivos transformados em fantasmas bravos, aõrai (literalmente alguém que morre muito jovem). Existia também a classe de fantasmas vingativos chamada de alastõr, que era intimamente ligada com a morte prematura e a necessidade de cumprir seu destino ou ‘missão humana’. Disto, uma avaliação firme da existência de fantasmas femininos malévolos ameaçando crianças ainda não-nascidas e jovens virgens se tornou cada vez mais forte, e de acordo, observamos o crescimento de amuletos contra gelloudes (fantasmas hostis), strix, lamiae e mormõ. Hécate como uma guardiã do portal, especialmente ao Submundo, empreendeu naturalmente muitos destes aspectos noturnos, vingativos e frios, mas apesar disto sua Graça e Majestade vivem em sua representação tripartida de três faces, com Chave, Lâmina e Tocha. Ela era ao mesmo tempo a possuidora da chave, a protetora e a portadora da luz. Esta transição é semelhante ao que aconteceu com Lilith, hoje vista ou como uma demônia vil e sanguinário ou um símbolo feminista e depravado de domínio sobre o abuso masculino.

É interessante ver que os três animais sagrados para Hécate eram a porca negra, a égua e a cadela. Animais associados com a segunda visão (cachorros), viagem entre os mundos (cavalos), pesadelos (porcos e éguas) e todos estão relacionados à fertilidade e luxúria. A companheira e guia de Perséfone, e como tal, um ícone digno a qualquer um que busca trilhar o Caminho Infernal. Curiosamente os mesmos animais também têm uma relação particular com Odinn, outro viajante do Entre-Mundos.

A guarda contra vampiros são papoula e espinhos protetores, assim como redes de pesca, nós e rosas - a beleza que cresce dos espinhos. Estas proteções feitas na forma de teia de aranhas e colocadas do lado de fora das portas e portões pegarão qualquer mal apontado em sua direção, e os voadores noturnos serão emaranhados em seu próprio reflexo.

Os vampiros estão além de tempo e espaço, vivem em uma eternidade na duração da vida corpórea que têm, imortalidade e eternidade são a promessa destes viajantes da noite. O blackthorn é sua natureza e whitethorn é sua ruína e fim. Foi sugerido que a estaca que acaba com o estado de morto-vivo é roseira ou whitethorn.

As trilhas de espíritos sempre seguem linhas retas, e é por isso que no Brasil ainda existe o velho costume rural da procissão fúnebre feita pelas curvas e ganchos da estrada, literalmente, e jamais levar o morto à estrada reta para o cemitério, desde isto representará a estrada de sua ressurreição como morto-vivo.

O Reino das Nightshade

O mistério da viagem noturna é revelado no mundo silente das ervas de consolo (Solanacae)assim como encontramos em várias receitas de Unguentum Sabbati. Iohannes Weyer, um aluno de Cornelius Agrippa dá a seguinte fórmula: Sium (cicuta), acorum vulgare (calamus),pentaphyllon (cinco-folhas) uespertilitoris sanguis (sangue de morcegos), solanum somniferum (erva-moura mortífera) e oleum ou óleo.

Outro unguentum de fontes tradicionais indica raiz de alcaçuz, raiz de mandrágora, flores e folhas de Datura melli, Beladona, Anis e óleo. Esta receita também foi encontrada incluindo variantes de acônito/monkshood, com o qual aconselho extremo cuidado.

Ainda outra da Escandinávia, indica um decocção de amanita muscaria seca e então uma pomada ou óleo de acônito/monkshood, mandrágora e meimendro – receita que acredito que deve ser usada com precaução extrema dada as propriedades chtonicas desta mistura que pode resultar em coma, e no pior caso induzir a um pesadelo contínuo e eterno.

Como visto, o acônito é um ingrediente freqüente nos unguentuns, mas deve ser informado que este é um veneno radical que pode paralisar de forma eficaz a respiração, e é bom saber que a Beladona é seu antídoto. Caso você queira testar o nível de sua sensibilidade com este gênio selvagem, corte seu próprio Monte de Vênus (o monte do dedo polegar) suavemente e coloque um pedaço da raiz no ferimento. Deixe-o lá por dez a quinze minutos e remova-o. Permaneça tranqüilo e receptivo por uma hora e veja se este encontro gerou qualquer efeito.

Na realidade, eu gostaria de recomendar para o vôo do espírito ao Sabbath do Mestre o seguinte filtro: pegue uma colher de chá de raiz de mandrágora, três folhas de Datura stramonium ou melli e uma flor da mesma planta, uma colher de sopa de bagas de beladona (madura), uma colher de sopa de raiz de alcaçuz e uma colher de sopa de hissopo. Coloque esta mistura em conhaque, o suficiente para cobrir as ervas por uma semana, e misture esta alcolatura com 1,5 litro de vinho tinto. Deixe repousar por 24 horas e o filtro estará pronto para consumo. Mas não é possível dar ênfase o suficiente para mostrar a atenção com o influxo, mesmo com receitas como esta, que tem o efeito de frustrar as toxinas que apontam para a redução da duração da vida e enviam para dentro da jornada final. Também é possível adicionar uma flor de Lírio para este simples filtro. Mas, deve também ser dito que estes mediadores herbários podem ser chamados pelo nome somente e deste modo o vôo começa com os Aliados Verdes como espírito para espírito.

O Rito para Tomar Vôo

Você irá de um pedaço de roseira, blackthorn, figueira ou nogueira, cortar um bastão na forma do pé das bruxas. Você fará isto quando a Lua estiver crescente e em Touro, Câncer ou Libra, alternativamente em um bom aspecto com Mercúrio. Você também pode fazer isto num dia de Mercúrio em sua primeira hora noturna. Deixe uma oferenda de café em pó, leite, vinho, três moedas e mel em gratidão ao espírito da árvore, e em honra de Hermes, que vigiará o trabalho da escada.

Você levará o bastão para um rio na hora quando Vênus estiver subindo e lavá-lo com vinho tinto e leite, rezando para as fadas lhe observarem. Então declare este seu bastão como a escada para o Sabbath. Pique a si mesmo e unja o topo e fim com seu sangue.

No dia seguinte, quando Vênus subir ao céu, você tomará uma corda de couro da altura de seu corpo e fará nove nós na corda, um nó para cada um das Três Nornes e sua localização tríplice no tempo e espaço. Você então amarrará a corda ao redor de seu bastão.

Na terceira noite você trará o bastão ao mesmo local onde você o lavou trazendo uma faca. Você esculpirá no ponto mais baixo da escada a runa Hagal e cantará com as palavras de distinção Hel-Hagal-Hela enquanto entalha. Você então esculpirá o pé das bruxas no topo, no coração da divisão das estradas e cantará, no idioma dos pássaros:-

Algiz-Algiza-Holda-Algiz.

No centro você entalhará Laguz e cantará com a voz da água fértil:-

Laguz-Freya-Laugar

Unja o bastão com sopro e óleo e deixe-o descansar em um tecido escuro até a lua cheia em um lugar escuro, evite a exposição ao Sol.

Na noite designada, quando Vênus se elevar, tome seu bastão e seu vinum sabbati ouunguentum sabbati e posicione-se frente ao norte e aguarde até que a Lua esteja flutuando diante de seus olhos. Você então fará uma petição para que a Lua para tome você em suas asas, e assim você poderá viajar para o Convento Oculto, ungindo a si próprio.

Tome a escada e crave-a ao solo repetidamente, gritando:-

Sator, Falcifer, As Bruxas da terra

A Lua está cheia e fértil e eu os convido, Mortos Poderosos, para que se ergam do Sepulcro e Alcova, da Lagoa e Casa de Madeira

Elevem-se de seu sono e venham aos degraus da escada

Você então alimentará a terra com vinho e amêndoas, segurará a escada em sua mão esquerda e visualizará as legiões com rostos de crânios subindo do solo.

Você então dirá:-

Do Mestre do Crânio da Terra e Vinho, Lâmina e Cruz

Por seu sangue eu chamo por Ele, que cavalga à fora na Caçada Selvagem

Mestre encapuzado do Bosque e da Pira

Sombrio na Porta e Encruzilhada

Peço-Te para abrir o Caminho Bruxo ao Sabbath

Pelas tão belas Nornes, e as Irmãs Wyrd [1]

Lance o fio de prata através da escada e monte

Mãe Nônupla, Hel, Herodias, Holda

Rainha de Elphame, Rainha do Monte Vênus

Leve-me para o Convento Oculto!

Agora você recitará as runas da jornada e enfocará no Pé das Bruxas e ascenderá para o lugar sagrado atrás da Lua, através do poço de espinhos e permitirá às Bruxas da Terra, o próprio Fauno ou seu famulus levarem-no pela escada e dentro do Círculo do Sabbath.

Quando você quiser retornar do Conclave Noturno no Montículo das Fadas, você novamente agarrará a escada e gritará:-

Sator Rentum Tormentum

In Nomine Patris, Filii et Spiritus Sancti

Pelo Crânio da Sabedoria e em nome do Mestre!

Então você irá, ao retornar, deixar uma oferenda de figo, maçã e água ao genii loci e ao belo povo daquele lugar particular.

Usando o mesmo local repetidamente para o vôo do Sabbath você conseguirá gerar um portal e haverá uma crescente facilidade para cruzar os reinos.

Agora, isto dito, somente aqueles sábios de coração decifrarão entre fantasia e chegada, então meça seus desejos conforme você toma o vôo, pois a jornada ao Mestre pode ser a jornada do tolo, na mesma medida que o vôo do mundo...

NOTA: [1] Wyrd é um conceito na cultura antiga inglesa e escandinava, rusticamente correspondendo a Destino ou Karma. O termo cognato no antigo idioma escandinavo é Urðr, personalizado como uma das Nornes, Urðr (passado para o inglês como Urd). O conceito correspondente a "destino" (fate) no antigo escandinavo é Ørlǫg.

A palavra inglesa antiga Wyrd é derivada do proto-germânico *wurþiz, do proto indo-europeu *wrti-, um abstrato verbal da raiz *wert- "tornar" (do Latim vertere), relacionado ao verbo inglês arcaico weorþan, que significa "crescer como, tornar-se". Em seu sentido literal, refere-se "àquilo que se torna, que se passa".

O termo ørlǫg é proveniente de ór "fora, de, além" e lǫg "lei", e deve ser interpretado literalmente como "além da lei", ou como "lei fundamental/absoluta/primária". Isto certamente se refere à Lei trazida por Júpiter/Zeus, em oposição ao mundo de riquezas ilimitadas da Era do Ouro de Saturno/Cronos, com o qual as bruxas estariam conectadas até mesmo pela arte da necromancia. A referência pode ser encontrada na mutação da palavra Wyrd em Weird (estranho, esquisito), e em especial no que se relaciona ao aspecto das Irmãs Wyrd representadas em Macbeth, de Shakespeare.

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OBS* Texto reproduzido aqui com premissão do autor. Proibida a reprodução sem a prévia autorização do mesmo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Al Hayyah


"Dragão,
Serpente Alada que habita entre as Estrelas,
Genii da Sabedoria e Daemon da Chama Iluminadora.
Oh Dragão,
Gerador dos Guardiões, os Observadores que ensinaram as Artes Hábeis aos Homens,
Portal Estrelado,
Portador do Cálice de Toda Ciência,
O Santo Graal é Teu!
Lançai teu Raio sobre Mim,
Eu, a Criança Procriada pelo Olho que Tudo Vê.
Dai-me de beber de teu Néctar, Oh Dragão dos Céus do Sul,
Pois a Ti eu chamo, Al Hayyah!"

Por Draku-Qayin

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Imagem: Hierofante - Babylonian Tarot

Recomendado

http://speculumcelestae.blogspot.com/2009/03/algol-diabolus-e-ideia-do-mal.html

Um texto muito bom falando sobre Algol, do Blog do Nick...

Recomendado ;-)
 
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