Por Nicholaj de Mattos Frisvold
A Bruxaria Tradicional obteve alguma reputação e notoriedade crescente na Europa e nas Américas. E o que é típico para Américas (norte e sul) é assim chamada de propaganda exagerada, e os fenômenos são vistos como estando na moda, e a novidade da novidade. E isto não deveria ser assim - porque tal ponto de vista iria contra sua própria corrente.
A Bruxaria Tradicional é difícil de se compreender e esta dificuldade está conectada ao Juramento que foi feito e que trouxe a marca na testa de Caim. Enquanto a Bruxaria Tradicional é concernente a um profundo relembrar sobre quem se é, isto explica o por que é que alguns saltam dentro do círculo ardente da Arte e alguns andam ano após ano na sua superfície, sem compreender como entrar.
A Bruxaria Tradicional põe ênfase no Iniciador Oculto, e a eleição acontece por sinais e presságios no jogo entre o Iniciador Oculto e o diabo encarnado como a incorporação da linha. Os alvos daquelas linhas da Arte das quais faço parte da família, podem ser igualados ao conceito na filosofia hindu chamada monismo não-qualificado e o estado de Wali dentre os Sufi Halkas. Isto significa aquele estado que fica além de bem e mal, onde estes conceitos não fazem nenhum sentido.
Nós podemos compreender isto mentalmente, mas experimentar isto é algo completamente diferente. Nisto nós lemos o êxtase do silêncio, o ponto que nunca é permanente, mas mesmo assim permanece Um e Único. O Caminho nunca pode ser explicado sem um trabalho construtivo assim como a experiência mística não pode ser captada sem a influência dos espíritos familiares e uma consciência do azoth entre a Estrela e a Terra.
Assim, já que é um tanto difícil de se participar nela, ela se torna vista como se aqueles que pertencem ao Boneherd estão olhando para baixo, acima das pessoas, devido a um sentimento de que são melhores e que não se admite pessoas no círculo. Aqui se pode observar uma atitude que colide com a essência da Arte. Querer se sentir melhor que os outros.
Para sentir diferente, é assumido pelos profanos, pelos invejosos e pelos ciumentos, que se deve medir em graus segundo suas próprias medidas. Outra vez, isto não faz nenhum sentido na perspectiva da Arte.
Um representante da Bruxaria Tradicional NUNCA entra no mundo oculto a fim de espalhar a Bruxaria Tradicional, porque este não faz nenhum sentido em tal perspectiva, onde o Iniciador Oculto conduz àqueles que pertencem à dobra de dentro das asas do Dragão. Mesmo se o Magister que preside tenha um desejo verdadeiro de convidar e iniciar alguém no sábio círculo que foi aceso pelo fogo de antes da idade dos homens, ele ou ela podem falhar se os sinais e presságios não forem dados e percebidos.
O alvo para todo o praticante sério da Arte é contribuir para a iluminação da raça humana. Isto está acontecendo em um nível muito pequeno, que acontece pela indução de indivíduos nos grupos, mas em grande nível ajudando a peregrinos a procurar o conhecimento verdadeiro e para encontrar qual o caminho que é único e Verdadeiro para cada buscador. Não há nenhum nível que separa linhas de iniciação usando um valor como uma medida. É um grau de diferença.
Isto nos conduz a duas acusações mais comuns sobre a Bruxaria Tradicional, sendo originadas das pessoas claramente pertencentes à Raça de Abel. Sendo estes os protagonistas de tempo consumido no trabalho de degradar a Bruxaria Tradicional, eles tomam elementos de atração imediata fora de seu contexto e colocam-nos dentro de uma imagem que crie um mapa da confusão. A outra acusação indica que uma pessoa envolvida com a Bruxaria Tradicional apresenta elitismo. Neste campo nós vemos que as muitas idéias estranhas e forjadas são apresentados para validar a opinião destes organismos de baixo nível, ou para suprimir e a atacar por mentiras promovidas pela inveja e pelo ciúme.
É interessante notar que a opressão contra a Bruxaria Tradicional, a Arte Sábia da sabedoria do povo sofreu o mesmo tipo de perseguição. Supor-se-ia que os tempos haviam mudado, mas não, continua a mesma boa razão, tão válida, para se manter o silêncio da existência da Arte, mesmo agora tanto quanto durante o calor da Inquisição.
E o silêncio novamente conduz a fabricação das mentiras e enganos da linguagem dos deuses. As mais comuns, que são sobre a prática das Missas Negras e Orgias Sabbáticas, mostram que a Arte se protege de tal forma contra influências não desejadas e também se cria uma parede de desonestidade que tem que ser penetrada antes que o Iniciador Oculto tenha algum interesse e marque o peregrino com a benção maldita. A maldita benção que conduz ao conhecimento. Sabedoria que correu como um poderoso rio entre o reino dos Deuses e a Morte.
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OBS* Este ensaio foi originalmente publicado na antiga revista O Caldeirão, atualmente Revista Crux, citado aqui com permissão do Autor e Editor.



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